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Com grandes poderes vêm (sempre) grandes (co)responsabilidades


Existe um tipo de poder que não faz barulho. Ele aparece quando alguém decide ficar - com a idéia, com o território, com as pessoas - mesmo quando dá trabalho. É um poder que não se mede em "alcance", mas em permanencia, resistência, resiliência.


Fechar 2025 com sucesso, para nós, não foi um "case" de planejamento perfeito. Foi a confirmação de que trabalhar coletivamente é aprendizado, técnica e ética, e que isso exige enfrentar o mundo que empurra a gente para o individualismo, a disputá vazia e a competição descabida. O "nós" só é bonito enquanto é fácil; quando passa a exigir escuta, partilha de decisão, prestação de contas e renúncia de controle, ele vira teste de maturidade – e até de personalidade.



Por isso, nosso sucesso em 2025 não nega as dificuldades - inclui todas. A gente está aprendendo, no atrito e na prática, a discordar sem destruir, a decidir junto sem virar assembleia eterna, a dividir protagonismo sem perder identidade. Estamos aprendendo que organização não precisa matar a alegria; ela pode proteger a alegria de virar espuma. E que afeto não substitui combinado: ele precisa de cuidado para não virar desculpa que se esfarrapa, desgasta, estaca.



Fechamos 2025 com o reconhecimento de dois anos de trabalho consistente em chamadas públicas e na articulação com outros coletivos, representantes do poder público e da iniciativa privada. É conquista, mas também responsabilidade: toda porta aberta pede critério para não confundir oportunidade com dispersão, expansão com esgotamento. O poder de mobilizar e realizar não é neutro; pode fechar roda ou abrir roda, pode servir à vaidade dos indivíduos ou ao serviço do coletivo.



Em 2026, seguimos com um plano de trabalho que busca um ganha-ganha real para tod@s – agentes e beneficiári@s. Não como frase bonita, mas como desenho de relação: governança, transparência, clareza de papéis, justiça na remuneração quando houver recurso, crédito onde houver autoria, escuta quando houver conflito, condições de trabalho sustentáveis.


2026 pode e deve ser um ano de (re)encontros: intercambârios, trocas, circulação de práticas e ideias. Se depender da gente, sempre haverá mais alguma coisa – boa – acontecendo.

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